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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

NOTAS MENTAIS


Hoje logo cedo, ao entrar na internet para ler meus e-mails, me deparei com a propaganda de uma montadora de automóveis que simulava uma questão de múltipla escolha. A questão era a seguinte: Quanto tempo por dia você passa dentro do seu carro? E as 3 alternativas de resposta eram algo do tipo: a) de 1 a 2 horas; b) de 2 a 3 horas; c) de 3 a 4 horas. A intenção da propaganda era dizer que se você passa tanto tempo dentro do seu carro, você precisa de um carro mais confortável. Provavelmente o carro que estava sendo anunciado. Ao bater os olhos na propaganda já percebi que tinha alguma coisa errada na sua lógica. Parei para pensar e a conclusão a que cheguei foi que, se você passa mais de três horas por dia dentro do seu carro tem alguma coisa muito errada na forma como está sendo conduzida a política de transporte da sua cidade. Seja a sua cidade de que tamanho for, seja qual for a distância entre a origem e o destino da sua viagem, em nome da sua qualidade de vida, é inaceitável que você passe mais de 3 horas em deslocamento! Se você passa mais de três horas dentro do seu carro, você não precisa mudar de carro. Você precisa mudar de cidade! Ou mudar a sua cidade. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

NOTAS MENTAIS


Da última vez em que fui pegar o metrô no Rio notei uma “novidade” nas estações. Escrevi novidade entre aspas porque, na verdade, não sei exatamente há quanto tempo se deu essa mudança. Uma vez que fazia mais de um mês que eu não andava de metrô. Não, não estou me referindo ao preço da passagem, que subiu de novo. Notei, isso sim, que retiraram os relógios das plataformas. Muita gente pode não sentir a mínima falta deles, mas os relógios fazem parte das minhas mais antigas lembranças do metrô. Primeiro eles eram grandes e analógicos. Lembravam os relógios das estações de trem art-decó da década de 1930. Quando o metrô foi privatizado, trocaram por relógios digitais retangulares, muito menos charmosos mas igualmente funcionais. E agora os suportes continuam lá, mas estão vazios. Fico pensando qual terá sido o motivo da mudança. Será que as “cabeças pensantes” (pilhas de aspas aqui) da empresa resolveram tirar os relógios para que os passageiros não fiquem calculando quanto tempo ficam plantados na plataforma esperando o trem? Bom... da última vez que calculei, o intervalo entre os trens era de intermináveis 4 minutos. Mas esse tempo vinha aumentando progressivamente desde que as duas linhas passaram a trafegar no mesmo trilho. Agora é esperar para ver se vão colocar algo no lugar. Talvez uma cabeça de palhaço. Rindo para (dos) usuários. Seria simpático.